set
16
6:30 PM18:30

MESA 16 - BELO MONTE, MARIANA E OS CAMINHOS DA MANTIQUEIRA

Carol Pires
Galileu Garcia Junior
José Roberto Manna
Mediação: Roberto Guimarães

Após o debate, será exibido o documentário Caminhos da Mantiqueira, de Galileu
Garcia Junior, com a presença do diretor

É possível combinar desenvolvimento econômico e preservação ambiental? Essa reflexão ganha especial relevância em Santo Antônio do Pinhal, vilarejo de 7 mil habitantes incrustado na APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra da Mantiqueira, oitava área mais rica em biodiversidade do mundo e com um dos maiores estoques de água mineral. 
O impacto ambiental e social causado por megaprojetos de desenvolvimento a qualquer custo, como Belo Monte, e a catástrofe anunciada de Mariana com seu violento oceano de lama que ceifou vidas e o futuro de uma comunidade são exemplos recentes de que o debate ambiental é não apenas natural, pela FLIMA ter raiz mantiqueira, mas inadiável. 
Os efeitos dessas tragédias nos corações e mentes de quem vive Santo Antônio do Pinhal ou visita este lugar tão “privilegiado por natureza” conferem um sentido de urgência por sua proteção e cuidados em sua ocupação. 
A mesa se propõe a refletir sobre os rumos que a Mantiqueira deve trilhar. Mais que equacionar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, talvez o caminho passe por entender que a natureza é o seu bem mais valioso e, portanto, possui um valor econômico diretamente proporcional à sua preservação – e que políticas educacionais e culturais consistentes e consequentes podem desempenhar um papel decisivo nesse sentido.

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set
16
3:00 PM15:00

MESA 14 - JORNALISMO EM CHEQUE: FAKE NEWS, PÓS-VERDADE E NARRATIVA HISTÓRICA

Bruno Paes Manso
Leonardo Sakamoto
Mathias de Alencastro

Mediação: Roberto Guimarães

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. O autor dessa frase lapidar entendia do assunto. Artífice da máquina de propaganda nazista, Joseph Goebbels foi um mestre na arte de manipular, pois sabia que o controle da informação é instrumento de dominação política. E que a verdade, no limite, é apenas uma questão de opinião. 
Mais de 70 anos após o fim do pesadelo hitlerista, a mentira fantasiada de verdade se sofisticou. Turbinadas por algoritmos implacáveis, as fake news se propagam em alta velocidade pelas mídias sociais. Em segundos, milhões de pessoas são impactadas e, muitas vezes sem se dar conta disso, disseminam notícias falsas em suas redes, acrescentando uma camada de credibilidade à mentira original. 
Talvez seja ocioso discutir se a escalada da polarização política, fenômeno que ocorre não apenas no Brasil, é causa ou efeito das fake news e do modus operandi das mídias sociais. Mas é indiscutível que – em tempos de muita ansiedade por falar e pouca disponibilidade para ouvir – as bolhas virtuais criadas e alimentadas por essa engrenagem invisível são terreno fértil para que a pós-verdade impere. 
Qual é a responsabilidade social do jornalista nesse contexto? Como o “bom” jornalismo pode contribuir para o debate público de ideias? E de que maneira isso se articula com a diuturna construção da narrativa histórica?

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set
16
11:30 AM11:30

MESA 13 - SUJEITO E OBJETO: REPRESENTAÇÃO E REPRESENTATIVIDADE NA LITERATURA BRASILEIRA

  • Auditório do Centro Educacional Integrado (mapa)
  • Calendário Google ICS

Marcelo Ariel
Paulo Scott
Ana Maria Gonçalves

Mediação: Rodrigo Casarin

Uma das questões mais sensíveis dos nossos tempos diz respeito à representatividade. Quantos debates na internet não terminam ou nem sequer começam em função da já clássica frase (mas) “fulano não me representa”? 
O conceito político de representatividade surgiu em meio à contracultura dos anos 1960, que emergiu nos Estados Unidos e depois ganhou o mundo. Foi a partir daí que o feminismo e o movimento LGBT, por exemplo, ganharam força. 
As palavras que usamos para nomear as coisas dizem muito a respeito de como as percebemos. Assim, a ideia de direitos “das minorias”, no contexto brasileiro, evidencia uma perspectiva de homem branco, de origem europeia e heterossexual, quando não machista. 
A visão do mundo de uma sociedade é construída nas trincheiras da educação e da arte. É por isso que a discussão específica sobre literatura pode ser rica para o debate político mais amplo. Não basta debater a representatividade: é preciso discutir a representação. Afinal, a forma com que as “minorias” são representadas nos livros (e nas exposições de arte, nos filmes, na televisão, na publicidade etc) é determinante para a construção dessa visão de mundo. 
Convidamos três escritores negros, com trajetórias e poéticas muito distintas, para refletir sobre as relações entre representação e representatividade no âmbito da literatura e seu impacto no imaginário do brasileiro.

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