Programação FLI+

(sábado, das 9h30 às 21h30 e domingo das 9h30 às 17h, na Escola Municipal Prefeito Noe Alves Ferreira)

Programação para jovens e adultos.
Todas as atividades são gratuitas e apenas duas oficinas exigem inscrição prévia. As demais atividades serão realizadas em salas para 40 ou 50 pessoas: recomendamos chegar com no mínimo 15 minutos de antecedência.

SÁBADO | 24 de agosto

9h-11h e 13h-15h (com intervalo)
Mimeoarte: escritos, histórias de vida, publicações e experimentações em mimeógrafo
(oficina)
A proposta da oficina é fazer com que os participantes reproduzam seus escritos e arquivos pessoais, como diários, trechos de histórias de vida, poesias, microcontos, desenhos e outras experimentações possíveis em mimeógrafo, equipamento manual duplicador de cópias muito utilizado até os anos 1980.
Com o diálogo entre formas contemporâneas de expressão artística e literária e o apego a um certo fazer artesanal, o Projeto Mimeoarte busca valorizar técnicas e tecnologias consideradas obsoletas (como mimeógrafos, máquinas de escrever e impressoras matriciais, entre outros) para despertar memórias afetivas e novas percepções sensoriais.
Andrea Paula dos Santos Oliveira Kamensky (historiadora e artista, Santo Antônio do Pinhal)
Suzana Ribeiro (historiadora, Taubaté)

Número de participantes: 15 (requer inscrição prévia, clique aqui)

9h30
Relações triangulares: dois é bom, três é demais?
(bate-papo)
Uma conversa sobre relações afetivas e convenções sociais com as organizadoras do livro “Relações triangulares: dois é bom, três é demais?"
Ceneide Maria de Oliveira Cerveny (doutora em psicologia clínica especializada em família, Santo Antônio do Pinhal)
Maria Arlene Moreira (doutora em psicologia clínica especializada em família, São Paulo)

10h
Uma nova masculinidade
(bate-papo e intervenção artística)
Bate-papo sobre masculinidade tóxica e apresentação das fotos do projeto "Masculinidade Rosa", no qual o artista convida os participantes a pintar as unhas de rosa. Participe da conversa e, se quiser, passei pela FLIMA com unhas coloridas.
Marcio Cursino (fotógrafo, Taubaté)

13h30
Fanfics, livros digitais e caminhos alternativos para chegar aos leitores
(debate)
Um bate-papo com autoras de fanfics que tiveram suas obras publicadas, um clube de assinatura voltado para escritoras de livros digitais e a importância do fã na jornada do autor independente.
Cínthia Zagatto (São José dos Campos)
Heloísa Bernardelli (Assis)
Suellen Roman (São Paulo)

14h
Segundo Encontro dos vencedores do Concurso Literário de Poemas e Contos de Santo Antônio do Pinhal

Pelo segundo ano consecutivo, a FLIMA reunirá os prosadores e poetas pinhalenses que se destacaram no concurso literário realizado na cidade.
Rachel Ribeiro da Silva Carvajal (professora, coordenação)

14h30
Como contar um conto: adaptando Luiz Vilela para o teatro
(bate-papo)
O diretor do espetáculo “Chuva”, que está na programação principal da FLIMA (sexta-feira, 21h30), fala sobre como foi levar os diálogos de Luiz Vilela ao palco e conversa sobre a arte de adaptar textos literários para o teatro.
Felipe Vasconcelos (diretor teatral e ator, Rio de Janeiro)

15h
Autopublicação: sabores, dissabores e desafios
(debate)
A autora conta porque, depois de lançar dois livros por editoras comerciais, optou pela autopublicação. E explica como foi o processo. Após o encontro, haverá sessão de autógrafos de “Entre montanhas e vinhedos”.
Márcia Busanello (autora, Santo Antônio do Pinhal)
Mônica Rodrigues (mediadora, mestre em literatura, São Paulo)

15h30
Como contar um clássico (também) em imagens: adaptando Dom Quixote para os quadrinhos
(bate-papo)
Mais conhecido do grande público pelas tiras diárias que publica na Folha de S. Paulo desde 1997, Caco Galhardo foi um dos pioneiros no Brasil na adaptação de um clássico da literatura para os quadrinhos (o primeiro volume do seu “Dom Quixote” saiu em 2005). Também roteirista de cinema e televisão, Caco está na programação principal da FLIMA (sexta-feira, às 17h30).
Caco Galhardo (quadrinista e roteirista, São Paulo)

16h30
Viver na Mantiqueira: ciência e arte
(palestra)
Oitava área mais rica em biodiversidade do mundo, a Mantiqueira possui um dos maiores estoques de água mineral e um dos melhores climas do mundo. Plantas e animais silvestres habitam este território, viabilizam a economia e demandam uma nova forma de relacionamento coletivo que respeite a vida de todos. Como (con)viver nesse espaço geográfico é a pergunta que conduz a reflexão da autora de “Almanaque de Santo Antônio do Pinhal”.
Sueli Nicolau (bióloga)

17h
Romance e ficção contemporâneos no Vale do Paraíba
(debate)
Partindo de “Diário da casa arruinada”, mais recente livro do autor e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2018, a mesa discutirá as problemáticas intrínsecas do gênero, sua crise, seus anseios e suas possíveis e indispensáveis renovações.
Tiago Feijó (autor, Pindamonhangaba)
Robson Hasmann (mediador, doutor em Letras, São Paulo)

18h
Poéticas da memória: exercícios de inventário contra as políticas de esquecimento
(roda de conversa)
O arquivo como metodologia artística, enquanto materialidade do passado, pode tanto inventariar histórias, criando cartografias políticas, como inventar poéticas, articulando novos desejos. Em tempos de processos de apagamento histórico, como pode a prática artística atuar na construção da memória, instaurando práticas anticoloniais e materializando vínculos sociais a partir de territórios comuns?
Ana Luiza Braga (editora e poeta, Santo Antônio do Pinhal)
Lior Zisman Zalis (editor e curador, Rio de Janeiro/Barcelona)

19h
Literatura e pintura
(palestra)
Quais são as semelhanças e as diferenças entre essas duas linguagens artísticas, a literária e a pictórica? Para abordar o tema, o pintor e professor Nelso Screnci fará um breve panorama histórico dos paralelismos, influências, intersecções, interferências, superposições, fusões e complementariedades entre literatura e pintura, com destaque para os momentos de fusão entre pinturas e obras literárias no Brasil.
Por meio da observação e de comentários sobre pinturas realizadas pelo palestrante que conservam relação direta ou indireta com a literatura, e relatos dos passos que orientaram a criação dessas obras, será possível refletir sobre as aproximações entre o processo criativo do escritor e do pintor.
Nelson Screnci (artista plástico e professor, São Bento do Sapucaí)

19h
A construção do romance histórico
(debate)
Como é o processo de escrita de um romance histórico? Quais são os limites entre ficção e realidade? Como fazer com que a pesquisa histórica não atrapalhe o processo criativo do autor? Essas questões serão abordadas a partir da experiência de José Roberto Walker ao escrever “Neve na manhã de São Paulo”, romance histórico finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 que narra a relação entre o escritor Oswald de Andrade e Miss Cyclone, uma normalista de dezessete anos por quem ele se apaixonou.
José Roberto Walker (autor, São Paulo)
Bruna Meneguetti (mediadora, jornalista e escritora, São Paulo)

DOMINGO | 25 de agosto

9h30-14h30 (com intervalo para almoço)
Produzindo um Ex-Libris com o Ateliê De Etser
(oficina de xilogravura)
Ex-libris é um termo de origem latina que identifica as primeiras páginas de um livro e determina sua propriedade. Na oficina, cada participante gravará uma matriz e imprimirá uma cópia em papel de seu ex-libris. O conceito de ex-libris é tão antigo quando os próprios livros. A valorização do livro e a arte gravura sempre estiveram intimamente relacionados. Sua forma atual remonta ao século XV, quando artistas ligados à gravura eram contratados para produzir essas “marcas”, inicialmente restritas a bibliógrafos e instituições. Daí a ligação do Ex-libris com o atelier De Etser, um espaço que reúne artistas intensamente envolvidos na produção de gravuras e na reflexão sobre a poética de sua criação.
Fabio Sapede (artista plástico, São José dos Campos)
Sergio Silva (artista plástico, São José dos Campos)
Número de participantes: 15 (requer inscrição prévia, clique aqui)

10h
Gastronomia da Mantiqueira: raiz e autenticidade
(palestra)   
Uma abordagem sobre a cultura regional da Serra da Mantiqueira através da ótica alimentar, refletindo sobre a relação do homem com o campo e o seu meio, com exemplos de ingredientes que se desenvolveram na região e expressam suas características.
Vitor Pompeu (chef de cozinha)

10h
O tempo da crônica
(oficina)
Jornalismo literário e o gênero crônica. A partir da leitura de trechos autorais selecionados e textos de autores consagrados, a oficina abrirá espaço para interação e trocas entre os participantes, que serão orientados a escrever a sua crônica do dia.
Laís Barros Martins (jornalista e escritora, São Paulo)

10h30
Registro e memória: os relatos de viagem e a ficção
(palestra)
Os limites do relato de viagem como gênero literário e o papel central da memória na elaboração de narrativas e na construção de “verdades”. O ponto de partida desta viagem literária será a leitura de “A Fantástica Epopeia que não era”, a partir da qual o palestrante estabelecerá relações com outros autores e obras.
Ernesto Stock (cineasta e escritor, São Paulo)

11h
Elas (re)veladas
(roda de conversa e intervenção artística)
Roda de conversa sobre o silenciamento e apagamento das escritoras na história da literatura com oficina de pintura e bordado. A proposta é colorir histórias apagadas, bordar ideias veladas, revelar vozes silenciadas: porque essas vidas importam!
Carol Lobo (educadora, Taubaté)
Beth Costa (artista plástica, Taubaté)

11h
Como levar a nova literatura para a sala de aula
(bate-papo)
O ensino de literatura nas escolas costuma ser antiquado na forma e no conteúdo. Nesse contexto, quais estratégias podem ser adotadas para aproximar os estudantes da literatura contemporânea?
Geraldo Maciel (educador, Taubaté)

11h30
O menino do lado de lá
(bate-papo com o autor)
J. R. Penteado lerá trechos do seu mais recente livro e conversará sobre as escolhas estéticas que o levaram a produzir uma narrativa tão encantadora quanto inclassificável que se comunica com leitores de diferentes idades.
J.R. Penteado (escritor, São Paulo)

11h30
Cozinha caipira e o território Mantiqueira
(debate)
Profissionais de diferentes áreas refletem sobre os aspectos culturais relacionados à cozinha autêntica da Mantiqueira e região.
João Luís Machado (historiador)
Patrick Assumpção (agrônomo)
Vitor Pompeu (chef de cozinha)
Ricardo Barbosa (mediador, professor)

11h30
Jornalismo literário e pós-verdade
(debate)
Quais são os limites entre realidade e ficção no jornalismo literário? Como essa relação se dá nos tempos de internet, com o acirramento da guerra de narrativas e o florescimento da autoficção literária? Para refletir sobre esses temas, os autores de “Corações de Asfalto”, que conta histórias de vida de pessoas que trabalham nas ruas de São Paulo, combinarão casos reais da reportagem que deu origem ao livro e exemplos de como a fronteira entre o real e o fictício foi trabalhada por autores que “inventaram” o jornalismo literário, como Truman Capote e Tom Wolf, e brasileiros contemporâneos, como Eliane Brum e Fernando Morais.
André Cáceres (jornalista e ficcionista, São Paulo)
Bruna Meneguetti (jornalista e ficcionista, São Paulo)

15h30
Meio ambiente e distopia na Mantiqueira
(palestra)
Uma leitura ambientalista da distopia real.
Fabio Ortiz Jr (geólogo e educador ambiental, Santo Antônio do Pinhal)